Psicologia da Educação - 10/09/2011
O problema biológico da Inteligência
DISCLAIMER: Este texto trata-se de um trabalho acadêmico antigo, elaborado no período da minha formação e pode não condizer com as minhas opiniões atuais ou oferecer alguma contribuição para um debate contemporâneo. Sendo assim, eu não posso me responsabilizar pelo embasamento teórico mencionado e que serviu somente de orientação para o aprimoramento dos meus conhecimentos. Disponibilizo estes mesmos textos com o intuito meramente para divulgação e como estratégia de criar uma historicidade do meu percurso formativo.
O problema biológico da Inteligência
O texto permeia os questionamentos sobre o nascimento da inteligência e toma como partida dois aspectos, além da interação entre eles. O primeiro aspecto é o da hereditariedade que nos afirma existir uma correlação entre o sistema estrutural, considerando o sistema nervoso e suas captações senso-motoras, e a funcional vista do modo de adaptação do meio. O segundo aspecto leva em consideração a interação com o meio físico e social caracterizando o sujeito a entender as relações de organismo e meio ambiente.
Essa interação entre o inato e o aprendido pressupõe o conceito de que a inteligência é uma adaptação de hábitos e associações. Esses ligamentos do pensamento aos objetos determinam na inteligência prática o equilíbrio entre assimilação e acomodação gerando um esquema de adaptação.
A assimilação é dada a partir do comando para alguma atividade muitas vezes relacionada às nossas vontades, fazendo com que o nosso organismo se adapte ao meio para realizá-las. Já a acomodação é o aperfeiçoamento causado por um esquema de organização do meio com um conjunto de informações musculares que vão para o cérebro.
Essa estrutura de equilíbrio explica como guardamos uma informação, entendida como assimilação causada pelo esquema de adaptação anteriormente apresentado, após ocorrer uma organização desses dados. Percebe-se, então, que não existe uma desassociação entre adaptação e organização. Os dois ocorrem juntos.
Em um segundo momento, consideremos os cinco pontos de vista principais sobre as teorias dessa adaptação. Inicialmente, segundo o Lamarckismo, o meio ambiente transforma hereditariamente o ser vivo. O Vitalismo traz a ideia da criação de órgãos úteis: o ser vivo se transforma ao meio ambiente. O Pré-Formismo estrutura-se na detecção dos órgãos precisos para sua sobrevivência. O Mutacionismo baseia-se ao esquema de tentativas e erros, onde as transformações se adaptem ao meio ambiente por uma seleção. E a quinta solução seria o do Relativismo onde as transformações exigem uma assimilação de objeto e sujeito admitindo-se a possibilidade de adaptações hereditárias pela mediação da ação do meio e uma interação deste ao organismo.
Baseando-se nos conceitos teóricos de Jean Piaget estudados, podemos observar que não nascemos já adaptados para a inteligência, e sim, que com a interação com o meio e no acarretamento de experiências, desenvolvemos uma capacidade de assimilar cada vez mais aguçada, variando a excelência ao nosso tempo biológico e estrutural para melhor organizarmos uma informação no nosso cérebro.