Psicologia da Educação I - 09/06/2011
A educação tem como finalidade a aprendizagem do aluno
DISCLAIMER: Este texto trata-se de um trabalho acadêmico antigo, elaborado no período da minha formação e pode não condizer com as minhas opiniões atuais ou oferecer alguma contribuição para um debate contemporâneo. Sendo assim, eu não posso me responsabilizar pelo embasamento teórico mencionado e que serviu somente de orientação para o aprimoramento dos meus conhecimentos. Disponibilizo estes mesmos textos com o intuito meramente para divulgação e como estratégia de criar uma historicidade do meu percurso formativo.
A educação tem como finalidade a aprendizagem do aluno.
Encontrar um ambiente adequado para os estudos está cada vez mais difícil. Os ruídos da sociedade e o uso dos novos equipamentos tecnológicos atrapalham a atenção do aluno e dificulta o trabalho dos professores. Além desse problema apresentado, muitos fatores influenciam a relação aluno/professor como as condições do trabalho, a infraestrutura do ambiente, a relação dos professores com os pais das crianças, a implicância do professor que acha o aluno incapaz, os conhecimentos antecedentes do aluno e a dificuldade do professor para aplicação do conteúdo, ambientes não estimulantes(dever do professor estimulá-los) e a falta de atenção do professor aos comportamentos desejáveis são os principais componentes dessa estrutura mal elaborada para a aprendizagem efetiva do aluno.
Valorizando a diversidade do aluno
Cada aluno aprende de um jeito e tem o seu tempo adequado para processar todas as informações, e assim adquirir uma boa aprendizagem. O professor deve estar atendo aos alunos que apresentam dificuldades e modelar o currículo escolar de acordo com estas dificuldades.
A busca pela efetividade na aprendizagem
A Máquina de Pressey (anos 20)
Era uma máquina com botões. Nela continha questões com alternativas, os alunos só passavam para a próxima questão somente após acertá-las. Foi o início do ensino individualizado.
Instrução Programada e a máquina de ensinar (anos 50)
Skinner era a favor do professor formular programas personalizados porque entendia que nem todos os alunos aprendiam igualmente, e que tudo dependia de uma tríplice de contigências:
a condição ambiental antecedente, o comportamento visado do seu desempenho e o reforço consequente, surgindo em uma parte de sua Análise Comportamental a Instrução Programada e suas máquinas de estudar. As máquinas tinham como objetivo a aprendizagem individual do aluno, era dado um texto ou uma conta aritmética onde o aluno tinha que completar o exercício, logo depois de rodar o botão da máquina, o aluno via se tinha acertado ou não a questão, passando então para a próxima etapa.
Sistema de ensino personalizado (PSI) (anos 60)
Desenvolvido por quatro professores e pesquisados, dois brasileiros — Rodolpho Azzi e Carolina M. Bori — e dois norteamericanos — Keller e J. Gilmour Sheman. No Brasil, Carolina M. Bori foi a principal pesquisadora que levou estes estudos para escolas brasileiras junto com seus alunos de psicologia da universidade de Brasília.
Esse sistema dispensava as máquinas e utilizavam muitos passos de acordo com a tríplice da Análise Comportamental de Skinner até a efetividade da aprendizagem dos alunos.
Aprender a Estudar
O baixo rendimento escolar pode estar relacionado a hábitos inadequados de estudo.
Os pais devem estimular a autonomia dos seus filhos e criá-los em um sistema programado de estudos, com horários para cada tipo de atividade.
Para os textos acadêmicos é preciso que haja determinação para acostumar-se com novos comportamentos e disciplinar-se com novos horários e metas. Uma boa dica é desenvolver sempre um pequeno resumo com conceitos e relações com títulos ou subtítulos.
O que fazer quando os filhos tiram notas ruins?
O método mais utilizado pelos pais é o castigo, porém, ele somente inibe o comportamento e não o extingue. O mais adequado é o uso de direitos e deveres, e estabelecer consequências quando as obrigações não forem cumpridas.